Moda de viola
O coração do repertório — narrativa em duas vozes, viola e poesia. Tragédias, romances e a epopeia caipira em forma de canção.
Vinte e oito vozes e cordas guardando a moda de viola, a toada raiz e a poesia do interior paulista — onde o pôr do sol ainda canta junto.
Mais que um conjunto musical, somos um movimento de preservação — uma roda de viola que se recusou a calar.
Fundada em julho de 2012, no coração de Lençóis Paulista, a Orquestra de Viola e Violão Boca do Sertão nasceu de uma inquietação simples e nobre: manter viva a música que ninava as fazendas, embalava os mutirões e contava, em verso, a história do povo do interior paulista.
O nome vem de uma tradição carinhosa — a cidade de Lençóis Paulista é conhecida como a "Boca do Sertão" do interior paulista, desde os tempos de sua fundação pelos bandeirantes. Batizar a orquestra com esse nome foi uma forma de honrar essa raiz.
São mais de trinta músicos, de gerações diferentes — 12 violeiros, 4 violonistas, 1 ukulelista, 2 berranteiras, 1 percussionista, 1 contrabaixista e 13 cantores — unidos por uma mesma certeza: a de que a viola caipira é patrimônio, e que a moda de viola é literatura cantada. Sob a regência do maestro Marcos Maganha, o grupo se firmou como referência regional na cultura raiz.
Em 2023, a Lei Municipal 5.718 oficializou o que o povo já reconhecia: a orquestra é instituição de utilidade pública, representante cultural de Lençóis Paulista em festivais como o Revelando SP e outros encontros tradicionais que celebram o Brasil profundo.
MAESTRO · PRODUTOR MUSICAL
— Marcos M.
Maestro, produtor musical e idealizador da Orquestra Boca do Sertão, Marcos Maganha dedicou sua vida ao ensino e à difusão da viola caipira. Foi nas salas de aula, nas oficinas comunitárias e nas rodas de viola que ele descobriu a urgência de organizar uma orquestra capaz de honrar a memória sonora do interior.
Sua regência tem o que os ouvidos do sertão reconhecem de imediato — a paciência do contador de causos, o rigor do mestre artesão, e a generosidade de quem entendeu que tradição só sobrevive quando é ensinada de braço dado.
Sob sua batuta, a orquestra cresceu de uma pequena roda a uma referência cultural reconhecida por lei, mantendo viva a chama da música raiz para as próximas gerações.
"A viola não pede palco — ela pede silêncio. O resto, a gente faz com o povo." Marcos Maganha
Nosso projeto Momento Caipira: Viola, Violão, Música e Tradição é um arquivo vivo — moda, toada, declamação e a memória oral que o povo cantarolou antes do rádio existir.
O coração do repertório — narrativa em duas vozes, viola e poesia. Tragédias, romances e a epopeia caipira em forma de canção.
Homenagem aos clássicos compositores — Tonico & Tinoco, Pena Branca, Inezita Barroso e a linhagem que abriu caminho.
A raiz da orquestra — muitos integrantes vêm do Grupo de Folia de Reis de Lençóis Paulista. Cantorias da tradição católica.
Cururu, cateretê, batuque, fandango paulista — danças e ritmos que organizam a roda, o tempo e o passo do interior.
Versos falados durante a apresentação — a poesia recitada para que a palavra encontre o silêncio antes da canção.
Entre uma canção e outra, o resgate dos causos do interior. Memória oral, tradição falada e a sabedoria do povo da terra.
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01 / A Orquestra
02 / Cordas
03 / Percussão
04 / Vozes Femininas
05 / Vozes Masculinas
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